Definição prática da terapia ABA

A Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é uma abordagem comprovada e amplamente reconhecida no tratamento e desenvolvimento de indivíduos com autismo. Baseada em princípios científicos, a Terapia ABA tem como objetivo promover comportamentos adaptativos, melhorar habilidades sociais e linguísticas e reduzir comportamentos problemáticos.

Aqui estão os principais pontos sobre a Terapia ABA:

1. Para que serve:

   – Melhorar as habilidades sociais.

   – Reduzir comportamentos desafiadores, como agressão, autolesão e fuga.

   – Aprimorar as habilidades de fala e comunicação.

   – Desenvolver a atenção e a memória.

   – Diminuir a frustração e o desânimo.

   – Melhorar a qualidade de vida e autonomia.

2. Como é feita:

   – Pode ser realizada de forma individual ou em grupo, em diversos ambientes, como consultórios, escolas, residências ou comunidades.

   – O terapeuta especializado inicia com uma avaliação detalhada das habilidades e preferências da pessoa, para planejar objetivos de tratamento individualizados.

   – Os objetivos e preferências das famílias também são considerados na terapia.

   – O plano de terapia divide as habilidades em passos pequenos, ensinando desde ações simples até tarefas mais complexas.

   – O terapeuta se reúne periodicamente com familiares, pais ou cuidadores para avaliar o progresso e ajustar os planos da terapia.

3. Técnicas da Terapia ABA:

   – Reforço positivo: Uma ação é seguida por algo valorizado, motivando a pessoa a repetir o comportamento.

   – O terapeuta identifica comportamentos objetivos e recompensa o sucesso com elogios, brinquedos ou outras recompensas.

A Terapia ABA é uma ferramenta valiosa para ajudar pessoas com autismo a desenvolver habilidades essenciais e alcançar maior independência na vida cotidiana.

Crianças com TEA têm Direito a ter um Cuidador na Escola?

Sim, crianças autistas têm direito a um cuidador na escola. De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei Berenice Piana, crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm direito a um acompanhante especializado em sala de aula, caso seja comprovada a necessidade.

Este profissional, também conhecido como Atendente Terapêutico, é um especialista em educação especial e tem a função de auxiliar a criança em seu desenvolvimento e aprendizado. Além disso, um projeto de lei recente garante o direito de atendimento educacional especializado para estudantes com autismo, seja na rede de ensino privada ou pública.

É importante ressaltar que os custos financeiros decorrentes da contratação e manutenção desse profissional devem recair sob a responsabilidade exclusiva da escola, ficando a família absolutamente isenta de qualquer despesa neste sentido.

(1) Existe lei que determine a presença de um A.T em sala de aula? Qual é a …. https://www.jusbrasil.com.br/artigos/existe-lei-que-determine-a-presenca-de-um-at-em-sala-de-aula-qual-e-a-funcao-e-a-formacao-necessaria-do-acompanhante-especializado-para-um-aluno-autista/1293887788.

(2) Acesso de autistas em escolas regulares é garantido por lei!. https://direcionalescolas.com.br/acesso-de-autistas-em-escolas-regulares-e-garantido-por-lei/.

(3) Autista na educação: 3 direitos garantidos por Lei – Genial Care. https://genialcare.com.br/blog/autista-na-educacao/.

(4) CUIDADORES NAS ESCOLAS PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA. https://www.cantinhoeducativo.com.br/2021/07/cuidadores-nas-escolas-para-criancas.html.

(5) Profissional de apoio na escola: quando ele é necessário? – DIVERSA. https://diversa.org.br/noticias/profissional-de-apoio-na-escola-quando-ele-e-necessario/.

Conheça a Comunicação Alternativa e Aumentativa (AAC)

A Comunicação Alternativa e Aumentativa (AAC) é uma área da Tecnologia Assistiva que visa ampliar as habilidades de comunicação oral e escrita. Ela utiliza sistemas alternativos de comunicação que não envolvem a fala tradicional. Vamos explorar mais sobre esse tema:

O que é Comunicação Alternativa e Aumentativa (AAC)?

– A AAC é uma intervenção que utiliza sistemas de comunicação não vocais, incluindo sistemas assistidos e não assistidos.

– Sistemas Não Assistidos: Não envolvem materiais ou tecnologias, como linguagem gestual e gestos.

– Sistemas Assistidos: Podem ser de baixa tecnologia (como troca de objetos) ou alta tecnologia (usando dispositivos de geração de fala ou aparelhos com geradores de voz, como alguns celulares ou tablets).

– Metodologias de ensino também fazem parte dessa categoria, incluindo suporte visual, estímulos e reforço.

Para quem é destinada a Comunicação Alternativa?

– A AAC é voltada para pessoas que não conseguem se comunicar eficientemente por meio da fala ou da escrita funcional.

– Exemplos de grupos incluem:

– Pessoas com paralisia cerebral, deficiência intelectual, deficiência auditiva, autismo, sequelas de Acidente Vascular Encefálico, traumatismo craniano e distrofias.

Como identificar a melhor abordagem para cada indivíduo?

– Observe as habilidades da pessoa, como apontar, responder pelo olhar, movimentos com a cabeça, sons ou gestos.

– Personalize a Comunicação Assistiva com base nas capacidades individuais.

– Para a Comunicação Alternativa Escrita, avalie se a pessoa pode escrever ou usar sistemas alternativos de escrita.

PECS (Picture Exchange Communication System)

– O PECS é um sistema de comunicação alternativa baseado na troca de figuras.

– Desenvolvido nos EUA em 1985 por Andy Bondy, PhD, e Lori Frost, MS, CCC-SLP.

– Implementado com sucesso em todo o mundo, especialmente com alunos com autismo.

– O protocolo do PECS é baseado em análise de comportamento aplicada e visa ensinar comunicação funcional.

– As seis fases do PECS incluem troca de figuras, generalização, discriminação de figuras, estrutura de sentença e expansão da linguagem.

Core Words:

– As Core Words (ou palavras nucleares) são um conjunto de palavras essenciais frequentemente usadas na comunicação cotidiana.

– Elas incluem verbos como “parar”, “ir”, “vir”, “pegar”; adjetivos como “mais”, “bom”, “pouco”; pronomes como “eu”, “você”, “isso”; e preposições como “em”, “sobre”, “ali”.

– Focar nas Core Words é fundamental para desenvolver habilidades de comunicação eficazes.

PODD (Pranchas Dinâmicas com Organização Pragmática):

– O PODD é um sistema robusto que pode ser usado em baixa ou alta tecnologia.

– Quando usado em baixa tecnologia, é um livro com símbolos e palavras organizados de forma pragmática.

– O PODD é multinível, abrangendo várias páginas de pranchas, permitindo comunicação funcional em diferentes contextos.

– Ele é indicado para pessoas com necessidades complexas de comunicação, independentemente da idade ou possibilidades de acesso.

Brincar funcional

Brincar funcional” é um termo usado para descrever brincadeiras que envolvem a manipulação de objetos e a exploração do ambiente. Aqui estão alguns exemplos:

1. Blocos de Construção: As crianças podem usar blocos de construção para criar estruturas, como torres ou casas. Isso ajuda a desenvolver habilidades motoras finas e a compreensão de conceitos espaciais.

2. Brincar com Areia ou Água: Encher e esvaziar baldes de areia ou água pode ensinar às crianças sobre volume e causa e efeito.

3. Desenho e Pintura: Desenhar e pintar permitem que as crianças expressem sua criatividade enquanto desenvolvem habilidades motoras finas.

4. Brincar de Faz de Conta: Brincar de faz de conta, como brincar de casinha ou de médico, ajuda as crianças a entender e a processar o mundo ao seu redor.

5. Quebra-Cabeças: Resolver quebra-cabeças pode ajudar as crianças a desenvolver habilidades de resolução de problemas e a compreender conceitos espaciais.

Lembre-se, o objetivo do brincar funcional é permitir que as crianças explorem e aprendam sobre o mundo ao seu redor de uma maneira divertida e envolvente.

Boas Práticas e Gestão de Tempo

A gestão de tempo no trabalho é essencial para manter a produtividade, evitar o estresse e garantir que as tarefas sejam realizadas com excelência. Aqui estão algumas dicas práticas para otimizar a gestão do tempo no ambiente de trabalho:

1. Defina Objetivos Claros: Antes de começar o dia, estabeleça metas específicas e mensuráveis. Isso ajuda a manter o foco e a direção. Trabalhe com processos e rotinas com a finalidade de padronizar e otimizar a execução de suas tarefas.

2. Priorize o Trabalho: Identifique as tarefas mais importantes e urgentes. Concentre-se nelas primeiro para evitar a sensação de sobrecarga. Sempre tenha uma rotina definida, se possível planeje sua semana já se preparando para seus pacientes.

3. Fuja da Procrastinação: Evite adiar tarefas importantes. Use técnicas como o método Pomodoro para manter o foco e evitar distrações. Faça anotações ou grave áudios que te ajudem a agilizar o pós-atendimento, quando precisar tomar nota de algo importante ou preencher um prontuário ou anotações sobre o paciente.

4. Agende as Tarefas: Reserve tempo específico para cada atividade. Isso ajuda a evitar a sensação de urgência constante. Com a visão geral de sua agenda, se programe e agende um horário para planejar seus atendimentos.

5. Defina Deadlines: Estabeleça prazos realistas para concluir as tarefas. Isso ajuda a manter o ritmo e a evitar atrasos. Além disso, quando mais seus documentos estiverem organizados, mas fácil será concluir relatórios.

6. Evite Fazer Mil Coisas ao Mesmo Tempo: A multitarefa pode diminuir a eficiência. Concentre-se em uma tarefa de cada vez. Para isso evite também o acumulo de tarefas.

7. Analise Possíveis Soluções para Imprevistos: Esteja preparado para lidar com imprevistos. Tenha alternativas em mente para evitar atrasos. Cada paciente é único e possui desafios e dificuldades próprias, por tanto inove, teste e aprimore. Compartilhe suas dificuldades com a equipe e superiores.

8. Otimize Reuniões: Seja objetivo nas reuniões e defina uma pauta clara. Evite prolongá-las desnecessariamente. Foque em planos de ação que combatam a causa e não o sintoma, compartilhe resultados e copie métodos de sucesso.

9. Crie um Planejamento Contínuo: Revise e ajuste seu planejamento regularmente. Adapte-se às mudanças e novas demandas. Além disso estenda as tratativas aos familiares, pois é importante que o que as intervenções não percam sua eficácia por falta de um boa conduta familiar. Busque entender como são os ambientes dos pacientes fora da Clínica.

10. Proporcione um Espaço Confortável: Um ambiente agradável contribui para o bem-estar e a produtividade. Organize-se, tenha o que precisa sempre a mão e tire as distrações da visão dos pacientes, se preciso, imprima a rotina visual ou faça uma história social para estes que apresentem maior desorganização.

Lembre-se de que cada pessoa e equipe pode adaptar essas estratégias de acordo com seu estilo de trabalho e necessidades específicas. Espero que essas dicas ajudem você a otimizar sua gestão de tempo no trabalho!

As principais comorbidades que podem ocorrer simultaneamente com o autismo

As principais comorbidades que podem ocorrer simultaneamente com o autismo são:

Epilepsia: Afeta entre 25% a 40% das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Convulsões podem ocorrer, o que é um quadro preocupante que precisa ser detectado e tratado.

Distúrbios do sono: Comuns em pessoas com TEA.

TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade): Pode ocorrer em conjunto com o autismo.

Distúrbios gastrointestinais e alimentares: Afetam até 85% das pessoas com TEA. Muitas crianças e adultos com autismo se sentem desconfortáveis, talvez devido a distúrbios gastrointestinais.

Ansiedade: É uma comorbidade comum no TEA.

Depressão: Pode ocorrer em pessoas com TEA.

Outros transtornos do neurodesenvolvimento: Podem ocorrer simultaneamente com o autismo.

Essas condições podem se agravar ou diminuir em diferentes estágios do desenvolvimento da criança com autismo e devem ser diagnosticadas e tratadas devidamente. É fundamental conhecer as características das principais comorbidades no autismo para poder identificá-las precocemente.

1.1 A epilepsia é uma comorbidade comum no autismo, afetando cerca de 30-35% das crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta associação corrobora as evidências de que o TEA é um distúrbio de natureza neurobiológica que leva a desarranjos difusos na arquitetura cerebral.

Em muitos pacientes, os sintomas de autismo surgiram após a ocorrência intempestiva de várias crises ou pioraram após seu descontrole. Em outros casos, a presença de epilepsia pode sinalizar um prognóstico pior para a evolução do autismo desta criança ou a presença de deficiência intelectual ou de alguma síndrome genética associada.

O bom controle das crises é essencial para estabilizar e melhorar o comportamento autístico na maioria dos pacientes. Autistas epilépticos podem apresentar mutações ou repetições de genes específicos que desencadeiam ambas as patologias. Estas mutações podem auxiliar na produção de medicações direcionadas a reduzir os sintomas de ambas e serem mais específicas para cada criança, contribuindo para o desenvolvimento de fármacos personalizados.

Crianças e adolescentes com autismo e epilepsia podem apresentar maiores prejuízos relacionados ao sono, desenvolvimento da fala, da comunicação/interação social, em relação à rigidez cognitiva e padrões comportamentais, aprendizagem, podendo estar associado a alguma regressão quando as crises epilépticas são muito frequentes e difíceis de controlar e impactar negativamente na qualidade de vida.

2.1 Os distúrbios do sono são comuns em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com estimativas indicando que entre 40% e 80% das crianças com TEA têm dificuldade para dormir. Os principais distúrbios de sono que as crianças com autismo enfrentam são:

  • Dificuldade para dormir
  • Rotinas de sono inconsistentes
  • Inquietação ou má qualidade do sono
  • Acordar cedo e/ou acordar com frequência durante a noite

As causas dos distúrbios do sono em crianças com autismo ainda não são totalmente compreendidas, mas existem várias teorias. Uma delas tem a ver com a dificuldade em compreender as pistas sociais, como a criança que vê seus irmãos mais velhos se preparando para dormir. Outra teoria tem a ver com o hormônio melatonina, que ajuda a regular os ciclos de sono-vigília. Além disso, a hipersensibilidade a estímulos externos, como toque ou som, pode atrapalhar o sono.

A falta de uma boa noite de sono pode afetar não apenas a criança, mas todos em sua família. Além disso, noites mal dormidas podem exacerbar alguns sintomas do transtorno do espectro autista, gerando prejuízos para o equilíbrio emocional, comportamental, de humor e da função cognitiva.

É importante compreender o que pode estar causando os distúrbios de sono e como é possível tratá-los. A pesquisa mostra que, em crianças com autismo, há uma conexão entre a falta de sono e as seguintes características. Portanto, é fundamental buscar orientação médica para tratar esses distúrbios do sono.

3.1 O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma comorbidade comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA), com pesquisas indicando que entre 30% e 50% das pessoas com TEA também têm sintomas de TDAH.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento e é dividido em três tipos: hiperativo-impulsivo; desatento ou a combinação dos dois. Os sintomas de TDAH mais comuns em crianças com autismo são do subtipo predominante hiperativo-impulsivo. Muitas apresentam déficit significativo de atenção visual e impulsividade, mas o aumento da atividade motora não parece ser um sintoma específico do TEA.

É importante notar que, embora TDAH e TEA possam ocorrer juntos, eles são condições distintas com suas próprias características únicas. No entanto, a presença de ambas as condições em um indivíduo pode levar a desafios adicionais, como maiores dificuldades de aprendizagem e habilidades sociais mais prejudicadas do que aquelas com apenas uma dessas condições.

Por muitos anos, os médicos hesitaram em diagnosticar uma criança com TDAH e TEA. Em 2013, a American Psychiatric Association (APA) mudou seu posicionamento, afirmando que as duas condições podem coexistir.

É fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado se houver suspeita de TDAH em uma pessoa com autismo.

4.1 Os distúrbios gastrointestinais são comuns em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com prevalências variando de 9% a 91%. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Diarreia
  • Constipação
  • Dor abdominal
  • Vômitos
  • Distensão abdominal
  • Flatulência
  • Aerofagia
  • Excesso de gases

Além disso, estudos mostraram que 64,1% das crianças observadas registraram excesso de peso e 84,2% delas apresentaram alterações gastrointestinais, como constipação crônica, diarreia, dor e distensão abdominal.

Esses distúrbios podem agravar questões comportamentais, especialmente pela dificuldade de comunicação, podendo prejudicar a aprendizagem e a socialização. Além disso, a gravidade do autismo muitas vezes está correlacionada com a severidade dos distúrbios intestinais e vice-versa.

A introdução de uma intervenção dietética para a melhora da saúde física e mental é de grande importância para crianças com TEA. Uma dieta equilibrada tem um impacto favorável na saúde mental e o bem-estar desses indivíduos.

É fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado se houver suspeita de distúrbios gastrointestinais em uma pessoa com autismo.

5.1 A ansiedade é uma comorbidade comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA), com pesquisas indicando que pode afetar de 11% a 84% dos jovens autistas. A ansiedade em crianças com autismo pode ter origem em fatores ambientais, estímulos externos, mudanças na rotina, entre outros. Para as pessoas com autismo, mudanças na rotina, no ambiente, novas situações sociais e estímulos sensoriais, podem causar grande ansiedade.

Os principais fatores que contribuem para a ansiedade no autismo são:

Mudanças na rotina: Quando a criança ou adulto com TEA saem da rotina que estão habituados, é comum sentirem ansiedade.

Mudanças no ambiente: Situações de mudança que fazem parte da vida, como mudar de casa ou de escola, até mesmo móveis dentro de casa, causam ansiedade em pessoas com autismo.

Novas situações sociais: Estar com pessoas desconhecidas ou em um novo local, pode deixar as pessoas com TEA muito perdidas e ansiosas.

Sensibilidade sensorial: Os portadores de TEA são muito sensíveis sensorialmente e qualquer sensação estranha pode causar desconforto e aumentar a ansiedade.

A ansiedade é uma parte natural da vida que todo mundo experimenta em algum momento. No entanto, há algumas coisas que você pode fazer para ajudar a aliviar as preocupações e ajudá-las a gerenciar seus próprios níveis de ansiedade. É importante saber que isso pode afetar os autistas não apenas de forma psicológica, como também de modo físico. Um autista ansioso pode ter sintomas físicos de ansiedade como taquicardia, palpitação, sudorese, mal estar, ideias e ações de causar ferimentos em si mesmo (automutilação) e pode chegar até a depressão.

É fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado se houver suspeita de ansiedade em uma pessoa com autismo.

6.1 A depressão é uma comorbidade comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA), com pesquisas indicando que pode afetar de 10,4% a 13% das pessoas com TEA. A depressão é ainda mais comum entre as pessoas que estão no espectro do autismo.

Os principais fatores que contribuem para a depressão no autismo são:

Frustrações e dificuldades impostas pelos prejuízos sociais e cognitivos: Para indivíduos com o transtorno leve e que possuem percepção das limitações impostas pelo transtorno, as frustrações e dificuldades impostas pelos prejuízos sociais e cognitivos podem levar a um quadro depressivo.

Mudanças de rotina, adaptações a novos contextos, desregulações sensoriais: Para autistas moderados e severos, esses fatores podem levar a um quadro de depressão.

É importante ressaltar que a depressão é algo muito sério, já que pode prejudicar a independência, as habilidades de enfrentamento de problemas, a vida diária dentro e fora de casa e a comunicação. Além disso, pessoas com TEA são quatro vezes mais propensas a sofrer de depressão ao longo da vida.

É fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado se houver suspeita de depressão em uma pessoa com autismo.

7.1 O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações qualitativas e quantitativas da comunicação, seja na linguagem verbal ou não verbal, na interação social e do comportamento, como ações repetitivas, hiperfoco para objetos específicos e restrição de interesses.

Os transtornos do neurodesenvolvimento são condições neurológicas que aparecem precocemente na infância, geralmente antes da idade escolar, e afetam o desenvolvimento do funcionamento pessoal, social, acadêmico e/ou profissional. Normalmente envolvem dificuldades na aquisição, retenção ou aplicação de habilidades ou conjuntos de informações específicas. Distúrbios de neurodesenvolvimento podem envolver distúrbios de atenção, memória, percepção, linguagem, solução de problemas ou interação social.

Outros transtornos neurodesenvolvimentais comuns que podem ocorrer simultaneamente com o autismo incluem Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), transtornos de aprendizagem (por exemplo, dislexia) e deficiência intelectual.

É importante ressaltar que, embora o TEA e outros transtornos do neurodesenvolvimento possam ocorrer juntos, eles são condições distintas com suas próprias características únicas. Portanto, é fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado se houver suspeita de transtornos do neurodesenvolvimento em uma pessoa com autismo.

A importância do PEI para crianças Atípicas

O planejamento de ensino individualizado, também conhecido como Plano de Ensino Individualizado (PEI), é de extrema importância para crianças atípicas por várias razões:

1. Atendimento às necessidades individuais: O PEI é um recurso pedagógico que se concentra no aluno, ajudando a atender as necessidades educacionais individuais do aluno.

2. Promoção da inclusão: O PEI ajuda a criar um ambiente de aprendizagem adaptado e adequado, promovendo uma cultura de inclusão e respeito pela diversidade.

3. Desenvolvimento integral: O PEI permite que a escola trabalhe o acolhimento, o reconhecimento e o desenvolvimento das crianças em várias áreas – acadêmicas, sociais, emocionais e comportamentais.

4. Planejamento e acompanhamento: Com o PEI, a forma de ensino é realizada com planejamento e acompanhando o desenvolvimento da criança.

5. Suporte para famílias: O PEI não é apenas responsabilidade da escola, mas também dos pais ou responsáveis, que precisam acompanhar todo o processo.

Portanto, o planejamento de ensino individualizado é uma estratégia essencial para garantir que todas as crianças, incluindo aquelas com necessidades atípicas, recebam a educação de qualidade que merecem.

A importância do AEE para crianças Atípicas

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) desempenha um papel crucial na educação de crianças atípicas. Vamos explorar o que é o AEE, como preparar atividades para ele e sua relevância na promoção da educação inclusiva.

1. O que é o AEE?

O AEE é um serviço da educação especial projetado para complementar ou suplementar a formação de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE). Ele ocorre em salas de recursos multifuncionais ou centros de atendimento especializado, em articulação com a escola regular. Seu objetivo é oferecer meios e estratégias pedagógicas diferenciadas para garantir o aprendizado efetivo dos estudantes.

2. Identificação das Necessidades do Educando:

Antes de preparar as atividades para o AEE, os professores devem identificar as necessidades específicas de cada aluno. Isso envolve entender as demandas individuais no campo de ensino e aprendizagem. Um laudo médico pode ser uma fonte valiosa de informações para essa identificação. Lembre-se de que as atividades para o AEE variam de acordo com as necessidades de cada aluno.

3. Elaboração e Adequação de Materiais:

Após a identificação das necessidades, os docentes preparam atividades acessíveis e adaptadas. Os materiais devem ser cuidadosamente elaborados para que os alunos possam aprender com facilidade. Isso inclui considerar diferentes estilos de aprendizagem, recursos visuais, auditivos e táteis. A adequação dos materiais é essencial para o sucesso do AEE.

4. Contribuição para a Educação Inclusiva:

O AEE não apenas apoia o aluno individualmente, mas também contribui para o progresso da educação inclusiva como um todo. Ao proporcionar oportunidades iguais, apoio emocional e acesso a recursos adequados, podemos ajudar as crianças atípicas a prosperarem e a desenvolverem todo o seu potencial único.

Em resumo, o AEE é uma ferramenta valiosa para garantir que todas as crianças, independentemente de suas necessidades, tenham acesso a uma educação de qualidade. Ele promove a inclusão e a diversidade, tornando o ambiente escolar mais rico e acolhedor para todos.

10 Fatos sobre o Autismo

1. Não existem dois Autistas iguais. Cada pessoa autista é diferente, mas pode compartilhar desafios semelhantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças em todo o mundo tem algum Transtorno do Espectro Autista (TEA).

2. Pode se incomodar com barulho. Pode achar difícil escutar o que alguém está dizendo quando há outros sons.

3. Não compreende ironia. Pessoas autistas podem não entender certas insinuações e nuances que outras pessoas perceberiam.

4. Se comunicará melhor se fizer teatro. Crianças autistas conseguem se relacionar socialmente melhor quando fazem aulas de teatro.

5. Correm mais risco de Afogamento. Das mortes de crianças que fazem parte do espectro autista, 90% acontecem por afogamento.

6. Os sintomas não aparecem todos de uma vez. Os sinais de autismo não são claros ou específicos na infância. Em vez disso, eles surgem gradualmente e se tornam mais óbvios no segundo e terceiro ano de vida.

7. As especializações sobre TEA têm evoluído. A criação de centros de referência em autismo já tinha sido destaque em 2022, e em 2024, mantém-se forte.

8. Graças ao acesso à informação, os diagnósticos estão acontecendo mais rápido. O diagnóstico tardio de autismo se tornou um dos principais temas de debate em 2023, sobretudo a partir de famosos.

9. A primeira associação de autismo do Brasil completou 40 anos em 2023. Essas organizações desempenham um papel crucial na defesa dos direitos das pessoas com autismo, fornecendo recursos e apoio para indivíduos e famílias afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA). Elas também trabalham para aumentar a conscientização e a compreensão do autismo na sociedade em geral.

10. Estão aumentando o número de processos às operadoras de planos de saúde. Em 2023, cresceu o número de judicializações dos planos de saúde em tratamentos relacionados ao autismo.

8 Dicas para acompanhar a vida escolar de seus filhos

Os pais devem prestar atenção em vários aspectos quando se trata da vida escolar de seus filhos. Aqui estão algumas dicas importantes:

1. Acompanhamento do desenvolvimento: O papel dos pais no acompanhamento escolar de seus filhos deve ser semelhante ao dos auditores. Eles devem garantir que o trabalho seja feito e que as regras de apresentação sejam respeitadas.

2. Monitoramento contínuo: O monitoramento não deve ser restrito apenas aos primeiros anos de escola. A importância da participação da família aumenta à medida que avançam as etapas educacionais.

3. Evitar o “monitoramento monotemático”: É importante que a educação seja equilibrada, levando em consideração muitos outros aspectos essenciais para o crescimento da criança como ser humano, como esportes, lazer e atividades culturais.

4. Não confundir “monitoramento” com “espionagem”: A tentação de rastrear os deveres de casa e as datas dos exames por meio do contato com outros pais nas redes sociais pode ter um efeito contraproducente sobre os jovens.

5. Participação ativa: Os pais devem se envolver ativamente nas atividades dos filhos, valorizando seus trabalhos, motivando, ensinando, discutindo temas, questionando, prestigiando momentos, dando apoio das mais diversas maneiras.

6. Comunicação com a escola: É importante manter o diálogo com professores e com a equipe pedagógica da escola do seu filho.

7. Modelo a seguir: Os pais precisam ter em mente que, de uma forma ou de outra, serão exemplos para os filhos.

8. Incentivo ao aprendizado: Mais do que falar “faça a lição de casa”, é fundamental acompanhar as atividades escolares, fazer perguntas e demonstrar interesse pelo que a criança está aprendendo.

Lembre-se, a participação dos pais na educação dos filhos é fundamental para a formação de valores.

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